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Falta de apetite no paciente com câncer

Atualizado: Out 20

Diversos fatores contribuem para a diminuição do apetite do paciente com câncer, entre eles a própria doença. Isso ocorre tanto por meio de fatores que agem no centro da saciedade, como pelos efeitos do tratamento, a exemplo das náuseas, dores, mucosites, xerostomia, diarreia ou motilidade do trato gastrointestinal reduzida.


A diminuição da ingestão alimentar, mesmo que parcial, pode resultar em grandes déficits calóricos ao longo do tempo, podendo levar ao emagrecimento com consequente perda da massa muscular, força e funcionalidade (capacidade de realizar as atividades diárias de maneira independente). Além da redução na qualidade de vida observada no dia a dia, a perda de massa muscular pode levar à uma menor tolerância ao tratamento oncológico e a um aumento das toxicidades. Estes fatores também podem contribuir com a necessidade de interrupção do tratamento.



Estratégias


Para contornar a situação, algumas estratégias nutricionais são recomendadas:


  • Busque alimentar-se várias vezes ao dia, em pequenas porções.

  • Planeje os horários das refeições (pelo menos 4 ao dia), evitando períodos prolongados de jejum e necessidade de grandes porções.

  • Locais tranquilos e refeições com boa apresentação podem favorecer a aceitação alimentar.

  • Dê preferência às preparações que mais te agradam, adaptando a consistência conforme tolerância.

  • Aumente a densidade energética do alimento, ou seja, deixe-o mais rico em nutrientes de boa qualidade. Isso pode ser feito adicionando azeite de oliva no final das preparações ou acrescentando mais de uma fruta às vitaminas. Tudo isso conforme orientação nutricional e respeitando a individualidade da pessoa em questão, já que podem haver restrições de acordo com cada caso.

  • Se a ingestão alimentar estiver baixa, aproximadamente 60% do habitual, por mais de 7 dias, pode ser importante acrescentar suplementos nutricionais hipercalóricos ou hiperprotéicos. Esses suplementos são encontrados na forma líquida, pronta para consumo, ou em pó para diluição. Para que haja a manutenção ou ganho de peso, estes devem ser incluídos a mais no dia e não apenas como substitutos de refeição.


Lembre-se sempre de procurar a ajuda de um nutricionista, que poderá orientar estratégias alimentares conforme a individualidade e prescrever o suplemento nutricional na quantidade e com a característica ideal, caso necessário.



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Referências

  • Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva / Ministério da Saúde. Consenso nacional de nutrição oncológica. 2015.

  • Arends J, Bachmann P, Baracos V, et al. ESPEN guidelines on nutrition in cancer patients. Clinical Nutrition. 2017;36:11-48.

  • Feliciano EM, Lee VS, Prado, CM, Meyerhardt JA, Alexeeff S, Kroenke CH, et al. Muscle mass at the time of diagnosis of nonmetastatic colon cancer and early discontinuation of chemotherapy, delays, and dose reductions on adjuvant FOLFOX: The C-SCANS Study. Cancer. 2017;123:4868-77.

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