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[Lista] Melhores suplementos para a saúde intestinal do paciente oncológico




O intestino é um grande órgão responsável pela absorção dos nutrientes que ingerimos, mas não é só essa sua função. Ele também tem grande papel na imunidade, na inflamação, em doenças crônicas, na tolerância e na resposta ao tratamento oncológico. Essa influência se deve em grande parte à microbiota intestinal.


Os probióticos auxiliam na imunidade, na digestão dos alimentos, na produção de vitaminas e de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). Todas essas funções podem ser prejudicadas caso a saúde intestinal esteja alterada - seja pela dieta, patologias, antibióticos ou outros medicamentos. Portanto, é primordial cuidarmos dela para evitarmos infecções, termos melhor aproveitamento dos nutrientes, melhor resposta imune e ao tratamento.


Antes de pensamos em suplementação, é importante para saúde intestinal uma boa hidratação, ter um bom consumo de fibras através de frutas e hortaliças e evitar alimentos alergênicos e ultraprocessados.



1 – Fibras

As fibras prébióticas são substratos para os probióticos, e por meio da sua fermentação produzem AGCC, que atuam na integridade da barreira intestinal, regulação da inflamação e possuem efeito na prevenção, progressão e tratamento do câncer. Apresentam também efeito no controle do colesterol e glicemia. São exemplos de módulos de fibra: Betaglucana, Inulina, FOS e Psyllium.


2 – Zinco

Desempenha um papel importante na estrutura da barreira intestinal, contribuindo para a defesa do hospedeiro, resposta imune e regeneração do epitélio intestinal. Atua na modulação da resistência a agentes infecciosos e reduz a duração, gravidade e risco de diarreia. Como fonte alimentar, encontramos em carnes, sementes e castanhas. Sua suplementação apresenta maiores benefícios apenas em casos de deficiência.


3 – Vitamina D

Atua na modulação da imunidade de mucosa, no crescimento normal das células epiteliais e na melhora da integridade da barreira epitelial intestinal por aumentar a expressão das proteínas das junções oclusivas, além de favorecer a expressão de peptídeos antimicrobianos. Sua deficiência é comum em doenças inflamatórias intestinais (fator de risco para o desenvolvimento de CCR) e pode levar a prejuízo na integridade da barreira epitelial e homeostase intestinal.


4 – Lactoferrina

É uma glicoproteína encontrada principalmente no leite. Tem ação na regulação da absorção, transporte e metabolismo do ferro. Diminui a adesão de patógenos à mucosa intestinal, tem ação antimicrobiana e contribui com a integridade da barreira intestinal. Promove o crescimento de algumas bactérias probióticas e atua na prevenção de quadros de diarreia.


5 – Ômega-3

Atua na composição da membrana celular favorecendo a sua fluidez e a regulação da sinalização celular. Diminui a proporção de bactérias patogênicas, aumenta o número de bactérias produtoras de butirato e diminui quadro inflamatório intestinal.


A saúde intestinal é complexa e depende de diversos fatores. Com isso, outros compostos que também podem auxiliar no seu desempenho são: colágeno, aloe vera, enzimas digestivas, glicina, berberina e EGCG.


É importante ressaltar que para a suplementação e doses individuais é necessário a avaliação de uma nutricionista oncológica.


Referências

Jayachandran M, et al. J Nutr Biochem. 2018

Shang M, et al. Curr Med Chem. 2017

Meeker S, et al. World J Gastroenterol. 2016

Hao L, et al. Curr Protein Pept Sci. 2019

Vega-Bautista A, et al. Int J Mol Sci. 2019

Parolini C. Mar Drugs. 2019

Zhu MJ, et al. Tissue Barriers. 2018

Hassan A, et al. Cureus. 2020

Forgie AJ, et al. Front Immunol. 2019

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