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Acompanhamento nutricional durante o câncer de próstata



O câncer de próstata é o câncer que mais acomete homens no Brasil e no mundo, atingindo mais um milhão de pessoas por ano. Além da alta incidência, também possui alta taxa mortalidade nessa população. Hoje, os novos casos desse câncer no ocidente são maiores do que no oriente e isso pode estar relacionado com o consumo alimentar e o estilo de vida.

Doenças crônicas como o diabetes e o sedentarismo podem estar relacionados ao aparecimento deste câncer. O excesso de peso, caracterizado pelo sobrepeso/obesidade, também possui influência no prognóstico deste paciente. Assim, o acompanhamento nutricional deste paciente deve levar em consideração o seu peso inicial e incluir como um dos seus objetivos a manutenção deste peso, ou até mesmo uma perda de peso acompanhada, entre 5-10% do seu peso corpóreo, caso indicado.

Benefícios e orientações sobre o acompanhamento

O acompanhamento nutricional durante o tratamento deste câncer é benéfico para o paciente pois evita complicações agudas e tardias. Complicações do tratamento sistêmico como enjoos, vômitos e alterações no trato gastrointestinal podem alterar o peso do paciente. A radioterapia também pode modificar a saúde intestinal do paciente, ocorrendo principalmente episódios de diarreia, que pode levar à perda de peso e nutrientes. Já o tratamento hormonal, que leva ausência de testosterona, pode aumentar o risco de osteoporose além de outros sintomas a longo prazo. A fadiga relacionada ao tratamento também é um efeito colateral importante do tratamento e, neste caso, o acompanhamento nutricional pode ser benéfico para diminuir esse sintoma.

A alimentação saudável durante e após o tratamento com o apoio de um nutricionista pode aumentar a sobrevida deste paciente e diminuir a chances de uma metástase. Esse acompanhamento alimentar precisa focar na diminuição das fontes de carboidrato refinado e no controle da quantidade de insulina circulante. A fonte de proteína da alimentação também precisa ser observada – incluir mais fontes de proteínas vegetais e diminuir o consumo de proteína animal e leite e derivados – também pode ter um impacto positivo.


É necessário, ainda, focar em micronutrientes como vitaminas do complexo B, vitamina A, C, D, E, K e selênio. Esses nutrientes precisam estar em dosagens adequadas para possuírem efeitos positivos no tumor e poder auxiliar na sua prevenção. Sempre que possível, é importante focar em garantir essas quantidades de nutrientes pela alimentação, especialmente em pacientes já com câncer. Grandes dosagens desses suplementos não são recomendadas, podendo trazer prejuízo para o paciente, ao tratamento e podendo até aumentar o volume deste tumor.

Alguns fitoterápicos e compostos bioativos se mostram especialmente benéficos nesse caso, com foco naqueles que possuem um potencial anti-inflamatório como o licopeno (tomate), silimarina (do cardo mariano), curcumina, epigalocatequina galato (chá verde) e resveratrol. Um padrão alimentar que inclui variedades em frutas e hortaliças garante ao paciente um maior aporte de compostos importantes como compostos organossulfurados, carotenoides e polifenóis que auxiliam no tratamento e manejo desta doença.

Referências

Lin P et al. BMC Med 2015

Baguley BJ et al. Nutrients 2020

Livingstone TL et al. Nutrients 2019

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